Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Autor: Markus Zusak
Ano: 1975
Número de Páginas: 384
Editora: Intriíseca LTDA
1° Edição
2014
Número de Páginas: 384
1° Edição
2014
Uma história no mínimo
interessante. Contada em uma época narcisista, onde a presença da morte era quase
sempre um alívio para muitas pessoas, que viviam em meio a tanta crueldade da
guerra. E os inimigos dos nazistas, tanto fossem os comunistas, negros ou
judeus; assim como o próprio povo alemão, esfomeado, sequestrado pelo
autoritarismo. Todos eles. Eram submetidos as mais horrendas situações. Ou seja:
quem não era a favor de Führer era contra ele. Inimigos declarados ou não,
todos sofriam retaliações. Eram maltratados, perseguidos ou mortos.
A narradora dessa história é nada menos que a tão famigerada Morte. Que um dia, em sua
busca diária por almas desencarnadas, cruzou o caminho de Liesel. Uma pequena
alemã, que acabara de perder seu irmão caçula para a dita cuja.
A dona Morte, que “vivia” muito
ocupada e amargurada naquele tempo, com tanto trabalho, passou a observar
aquela pequena menina, só por distração para aguentar a sua própria lida...
Liesel não
conhecera o pai, e a mãe levou-a para adoção aos dez anos. E, em sua nova
morada, ela acordava todas as noites aos gritos, por causa de pesadelos
provocados por um trauma, o qual jamais iria esquecer.
Em uma exibição, que podemos até
dizer bem-humorada, Markus Suzak nos monstra o outro lado da tão assustadora
Morte. O lado piedoso e amável desta velha senhora acostumada com as mais
cruéis tragédias da vida, mas que, se mostra sensibilizada com a trajetória daquela
menina que cruza seu caminho, por apenas três vezes, mas o suficiente para
chamar sua atenção.
No início do livro, a narradora faz
um breve resumo da história para explicar como ela obteve tantos detalhes sobre
a vida da menina. Logo depois, passa a contar desde a primeira vez em que a
menina roubou o seu primeiro livro, e no desenrolar da narrativa ela faz várias
ressalvas para esclarecer alguns fatos e o porquê da menina roubar os tais livros.
E, em um caso inédito para mim, a narradora conta antecipadamente quem irá
morrer e em que circunstância... Que louco! Mas isso não diminui a curiosidade
pela história, muito pelo contrário.
Este livro
possui 384 páginas. Inicialmente pensei: Cansativo.
Mas em algumas páginas são exibidas ilustrações, e em outras, letras que imitam
as escritas à mão, de um livro confeccionado por um Judeu ― ocupando mais
espaço. E as ressalvas então! Essas estão em destaque e tomam uma boa parte das
páginas.
O livro conta
algumas passagens reais da história, e para quem não gosta da “didática” pode
se surpreender com o modo como esta é contada.
Gostei! E a narradora é... Intrigante!
Jussara Pires
