terça-feira, 16 de junho de 2015

RESENHA ‘A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS’ de Markus Zusak

Título Original: The Book Thief
 Autor: Markus Zusak
 Ano: 1975
 Número de Páginas: 384 
Editora: Intriíseca LTDA
1° Edição
2014







 A MORTE TAMBÉM TEM CORAÇÃO


   Uma história no mínimo interessante. Contada em uma época narcisista, onde a presença da morte era quase sempre um alívio para muitas pessoas, que viviam em meio a tanta crueldade da guerra. E os inimigos dos nazistas, tanto fossem os comunistas, negros ou judeus; assim como o próprio povo alemão, esfomeado, sequestrado pelo autoritarismo. Todos eles. Eram submetidos as mais horrendas situações. Ou seja: quem não era a favor de Führer era contra ele. Inimigos declarados ou não, todos sofriam retaliações. Eram maltratados, perseguidos ou mortos.

   A narradora dessa história é nada menos que a tão famigerada Morte. Que um dia, em sua busca diária por almas desencarnadas, cruzou o caminho de Liesel. Uma pequena alemã, que acabara de perder seu irmão caçula para a dita cuja.

   A dona Morte, que “vivia” muito ocupada e amargurada naquele tempo, com tanto trabalho, passou a observar aquela pequena menina, só por distração para aguentar a sua própria lida...

   Liesel não conhecera o pai, e a mãe levou-a para adoção aos dez anos. E, em sua nova morada, ela acordava todas as noites aos gritos, por causa de pesadelos provocados por um trauma, o qual jamais iria esquecer.
           
    Em uma exibição, que podemos até dizer bem-humorada, Markus Suzak nos monstra o outro lado da tão assustadora Morte. O lado piedoso e amável desta velha senhora acostumada com as mais cruéis tragédias da vida, mas que, se mostra sensibilizada com a trajetória daquela menina que cruza seu caminho, por apenas três vezes, mas o suficiente para chamar sua atenção.

   No início do livro, a narradora faz um breve resumo da história para explicar como ela obteve tantos detalhes sobre a vida da menina. Logo depois, passa a contar desde a primeira vez em que a menina roubou o seu primeiro livro, e no desenrolar da narrativa ela faz várias ressalvas para esclarecer alguns fatos e o porquê da menina roubar os tais livros. E, em um caso inédito para mim, a narradora conta antecipadamente quem irá morrer e em que circunstância... Que louco! Mas isso não diminui a curiosidade pela história, muito pelo contrário.

   Este livro possui 384 páginas. Inicialmente pensei: Cansativo. Mas em algumas páginas são exibidas ilustrações, e em outras, letras que imitam as escritas à mão, de um livro confeccionado por um Judeu ― ocupando mais espaço. E as ressalvas então! Essas estão em destaque e tomam uma boa parte das páginas.

  O livro conta algumas passagens reais da história, e para quem não gosta da “didática” pode se surpreender com o modo como esta é contada.

   Gostei! E a narradora é... Intrigante!


Jussara Pires


2 comentários:

  1. Oi Jussara.

    Adorei sua resenha. Tenho esse livro e adoro o filme.

    Bjos

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  2. Que bom que tenha gostado, Kênia! Estou aprendendo ainda como fazer resenhas. Mas aos pouquinhos vai saindo. Obrigada! Bjs!

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